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Cordilheira Aymorés

APRESENTAÇÃO

As Cordilheiras Aymorés (nome dado pelos Índios Aymorés) situa-se numa área extensa de extrema importância no que diz respeito a corredores ecológicos, a conservação e a preservação de espécies da fauna e da flora criticamente ameaçadas de extinção, preservação e recuperação de mananciais hídricos, sub – Bacias hidrográficas de grande importância, onde estão localizados parcialmente os municípios de Macaé, Conceição de Macabu e Trajano de Moraes.
As Cordilheiras possuem nascentes de águas minerais e abriga membros da fauna e flora silvestre que se encontram bastante ameaçados de extinção, tais como: Muriqui (Monocarvoeiro), Onça Parda, Jaguatirica e muito outros existente na Mata Atlântica.
As Cordilheiras Aymorés está dentro do domínio da Mata Atlântica e seus ecossistemas podem ser divididos em 02 unidades: floresta densa e mata ciliar. A vegetação pode ser classificada como Floresta Ombrófila Densa Auto Montana, Floresta Ombrófila Densa Montana, Submontana e as Florestas de Terras Baixas outrora localizadas nas amplas planícies da região, extremamente ameaçadas devido ao intenso e contemporâneo processo de fragmentação que resulta em extensas áreas degradadas. As encostas da Serra do Mar abrigam ainda fragmentos florestais que formam um continuo de aproximadamente 5.000 ha.
A região faz ligações com Unidades de Conservação que se integram no MOZAICO da Mata Atlântica, que possui o intuito de fazer a conexão entre esses fragmentos. Geograficamente as Cordilheiras Aymorés se encontra numa área estratégica para o trabalho já existente da Fundação SOS Mata Atlântica, que é ligação através dos corredores Ecológicos das Unidades de Conservação para a preservação da Biodiversidade. As unidades que poderão ser conectadas com a criação da APA Cordilheiras Aymorés (Área de Proteção Ambiental) são: Área de Proteção de Uso sustentável APA do Sana, Área de Proteção Integral, Parque Estadual do Desengano. A APA do Sana faz ligação com outras unidades de conservação que são: APA do rio Macaé, Parque Nacional Serra dos Órgãos, Reserva Biológica União e Reservas Particulares do Patrimônio Natural, tendo em vista a complementação do MOZAICO de recuperação da Mata Atlântica. A Reserva Biológica da União mencionada foi criada para proteger as maiores populações silvestres de mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), espécie de primata endêmico desta região e criticamente ameaçado de extinção. Nas baixadas litorâneas, o forte impacto da expansão urbana acelerada e desordenada, resultaram num processo de rápida extinção de ecossistemas associados como restingas e mangues.
Podendo com a criação de a APA Cordilheiras Aymorés trabalhar com a expansão de território dos dois primatas mais ameaçados de extinção do Brasil, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e o Muriqui (Brachyteles Arachnoides) espécie endêmico dessa região.
As características ambientais existente e o processo de crescimento desordenado necessitam notadamente da proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade da Mata Atlântica, e ainda por apresentar cobertura florestal e ambientes naturais relativamente bem conservados, e que assim devem permanecer, a fim de proporcionar oportunidades de grande potencial para o desenvolvimento rural e urbano sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.
Vale ressaltar que um dos objetivos maiores desta proposta é assegurar a proteção dos recursos hídricos, portanto, embora existam grandes extensões de pastagens e de áreas degradadas entre os cursos dos leitos dos rios.
Pelos atributos expostos, é clara a necessidade de assegurar proteção especial a essa região estratégica, através da criação de lei como Área de Proteção Ambiental as Cordilheiras Aymorés (protegida por lei específica e amparada pela lei 9.9985/00, que dispõe sobre a proteção das Unidades de Conservação), que considere as condições e necessidades das populações locais no desenvolvimento e adaptação de métodos e técnicas de uso sustentável dos recursos naturais, integrando as diferentes atividades de preservação da natureza, uso sustentável dos recursos naturais, restauração e recuperação dos ecossistemas de maneira a garantir a perenidade dos recursos e dos processos ecológicos, mantendo sua biodiversidade e os demais atributos ecológicos.

Atenciosamente,

Leonardo Pinheiro Musssi
Presidente

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